Moradores invadem Prefeitura de Caldas Novas em protesto contra decreto que restringe abertura do comércio

Administração municipal repudiou invasão e afirmou que o objetivo das medidas sanitárias é conter o avanço dos casos de Covid-19. Principal cidade turística de Goiás, Caldas Novas não tem leito de UTI disponível.

Um grupo de moradores de Caldas Novas, principal cidade turística de Goiás, protestou contra o decreto que entrou em vigor nesta quarta-feira (3) e limita o horário de funcionamento do comércio. Vídeos enviados à TV Anhanguera mostram quando uma multidão invade a sede da prefeitura aos gritos de “queremos trabalhar”.

Em nota, a Prefeitura de Caldas Novas repudiou a invasão do prédio do órgão e afirmou que o objetivo do decreto é conter o avanço da pandemia na cidade, que na manhã desta quarta-feira não tinha nenhum leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponível.

O ato foi organizado pela Associação de Bares, Restaurantes e Músicos de Caldas Novas (Abracaldas) e teve a participação de empresários ligados à instituição. De acordo com o presidente da entidade, Fabrício Arantes, o movimento foi pacífico, com o objetivo de conseguir que o município volte atrás e não limite o horário de funcionamento do comércio.

"O pessoal foi para a porta da prefeitura. Nós tentamos ao máximo segurar para não ter nenhum tipo de confusão. Nosso movimento é pacífico, nós só queremos ter o direito de trabalhar e conseguir permanecer de pé, porque está muito difícil. As pessoas entraram no hall da prefeitura, e nós pedimos para voltarem. Nosso movimento é pacífico e visa apenas manter empregos", afirmou.

O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município, na tarde de terça-feira (2). O documento limitou o funcionamento das atividades profissionais, liberais, autônomas, industriais, e comerciais em geral das 6h às 18h, inclusive os bares, lanchonetes, restaurantes, distribuidoras de bebidas, lojas de conveniências, pizzarias, espetinhos, hamburguerias, pit dogs e similares.

O comércio e o consumo de bebidas alcoólicas, em locais de uso público ou coletivo, também está proibido das 18h às 6h. Essas restrições têm validade por sete dias.

Além de restringir o funcionamento do comércio, o município instalou, no último dia 25 de fevereiro, barreira sanitária na entrada da cidade para controlar a entrada de turistas.

 

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